As gentes vence. As gentes perde. Armadilhas. Quando vencemos a vida é maravilhosa, explode num golaço. De bicicleta. aos 48 do segundo tempo. Feito pelo atacante mais barato e renegado pela torcida. Acreditam? Quando perdemos, o massacre moral é inevitável. Impossibilidade do sexo. Meu mundo caiu. A vida não presta. Não adianta, nada vai dar certo daqui pra frente.
Existe o empate.
Equivalência. Atacamos quando o adversário se defende tão bem quanto uma freira virgem que desistiu do hábito. Defendemos quando o adversário ataca tão bem quanto uma viúva entorpecida e ninfomaníaca. Mas continuamos vivos. Lá e cá. Existe vitória no empate. Triunfo por merecimento. Ataque cardíaco iminente. Cigarro. Uma carteira, duas, três. Fecham o bar do estádio do adversário quando seu atacante marca o gol. Quase mortos, estes são Dinho Bandini, Zé(o irmão), Abuli(oguitarrista defensivo) e Lorenzo(o baterista-guitarrista loquaz). Perdidos, raivosos, trêbados e afônicos no estádio construído num aterro. “Força grêmio, êêê...”, força? De onde?
Do banco de reservas: número 17. Pedro, São Pedro Júnior.
Joana, de alguma maneira, deveria estar feliz há essas horas. Ela é da outra torcida. Mas eu a amo: de repente é melhor assim.
Não. Não é.
Gol!1x1!
Escrito por Dinho Bandini às 16:08:41
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